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Recuperação da economia ganha novo fôlego, mas é vista com cautela

Os indicadores que medem a expectativa de dias melhores na economia chegaram a esboçar uma recuperação em meados de 2016, mas depois voltaram a recuar

A economia brasileira dá sinais de ter retomado uma rota de recuperação lenta, ainda sujeita a revezes. A produção da indústria cresceu 2,3% em dezembro em comparação com o mês imediatamente anterior. O dado indicou melhora expressiva em relação ao resultado anêmico e abaixo da expectativa de analistas em novembro — alta de 0,4%.
No ano passado a produção recuou 6,6%, depois de uma queda de 8,3% em 2015. A retomada da indústria no fim de 2016 foi impulsionada principalmente pelo setor automotivo. Segundo Felipe Salles, economista do Itaú Unibanco, o movimento é alimentado principalmente pelo fim da “desova de estoques” por parte das empresas. “Essa tendência será a principal responsável pelo crescimento da economia em 2017”, afirma o economista.
O banco espera expansão de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano. O mercado, em média, é mais pessimista e conta com expansão de 0,5%, após dois anos seguidos de recessão. Segundo Marcelo Carvalho, economista-­chefe do BNP Paribas para a América Latina, a melhora da confiança de empresários e consumidores é outro sinal de que a retomada está começando. “Se ainda não tivermos atingido o fundo do poço, estamos bem próximos.”
Os indicadores que medem a expectativa de dias melhores na economia chegaram a esboçar uma recuperação em meados de 2016, mas depois voltaram a recuar. O mesmo movimento ocorreu com dados da atividade da indústria.
O retrocesso levou analistas a revisar suas projeções para baixo. Agora, segundo os especialistas, a recuperação volta a parecer crível. Mas a frustração recente faz com que os economistas mantenham um tom de cautela.

Consumo e confiança

Essa posição é também motivada por dados ainda decepcionantes, principalmente de consumo, e pelo fato de que os dados de confiança, embora melhores, permanecem em nível histórico baixo. As vendas de automóveis somaram, por exemplo, 147,2 mil unidades em janeiro, uma queda de 5,2% em relação ao mesmo período de 2016.
O cálculo considera carros de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões. É o pior resultado para o primeiro mês do ano desde 2006, indicativo de que a esperada retomada do setor será lenta. “Os dados, principalmente os de consumo, continuam vindo fracos”, diz Ariana Zerbinatti, economista do Bradesco, que espera expansão de 0,3% do PIB neste ano.
Embora ainda não esboce recuperação, o desempenho do consumo poderá melhorar na esteira da queda da inflação e do ritmo mais rápido de corte de juros. “A demanda anêmica e os juros astronômicos criam a possibilidade de um ciclo virtuoso no Brasil”, diz Fernando Montero, economista­chefe da Tullett Prebon Brasil. Segundo ele, a combinação desses fatores tem levado à queda mais acelerada da inflação, que permitirá novos cortes de juros.
Para o superintendente do departamento econômico do Citi Brasil, Marcelo Kfoury, o momento atual é até mais positivo do que a recuperação frustrada em meados de 2016: “Os juros mais baixos vão ajudar na troca de crédito caro por barato pelas famílias e vão servir para as empresas limparem seus balanços. Mas, segundo ele, esse processo será lento e deverá se estender até o fim de 2017.

Fonte: Portal Folha de São Paulo.

Data publicação: 06/02/2017.

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